Relato de um estudante vivendo na Austrália

Por - Categoria: Austrália

Olá, Amigos Viajantes.

Hoje teremos um post diferente, hoje é uma entrevista que fiz com minha irmã, que está estudando na Austrália, Melbourne, pelo Programa do Ciência sem Fronteiras.

Minha irmã chama-se Ana Carolina e estuda Ciências Biológias na Universidade Federal do Espirito Santo.

Vamos lá.

Como pintou a idéia de ir estudar fora?

Deixar a minha cidadezinha do interior e vir parar aqui em Melbourne não foi lá muito fácil! Provavelmente, TODOS pensavam que eu fosse desistir no último minuto, mas voilà, aqui estou!

O primeiro passo foi descobrir o programa do governo chamado “Ciências sem Fronteiras (CSF)”. Depois de ter uma noção geral e conversar com alguns professores da faculdade, resolvi procurar um pouco mais sobre. Entrei no site (http://www.cienciasemfronteiras.gov.br), olhei com calma alguns editais e me interessei.

Normalmente, as etapas para se tornar um bolsista CSF são as seguintes :

1. Seleção interna da universidade e homologação dos selecionados para o CAPES/CNPQ.

Essa etapa varia de universidade para universidade. Algumas impõem pré-requisitos mínimos para aprovação, outras não. O melhor é se informar com a Coordenadoria de Relações internacionais da sua faculdade.

2. Seleção do CAPES/CNPQ.

Depois da aprovação pela sua universidade, sua candidatura chega ao CNPq. Algumas besteiras acabam desclassificando alguns nessa etapa. Portanto, todo cuidado é pouco.

3. Seleção pelas universidades.

Você recebe um email pedindo para escolher duas, ou até três, opções de universidade e providenciar alguns documentos (histórico parcial, sistema de avaliação da sua universidade, e outros).

ATENÇÃO: em alguns países esses documentos precisam ser juramentados!
E aí a Universidade te escolhe, e caso mais de uma fizer isso, você assume o poder e escolhe para onde quer ir.

Agora, é só esperar (ansiosamente) a chegada da Offer Letter. Quando ela chegar, será necessário assinar alguns termos e mandar alguns documentos aceitando a proposta da universidade.

Mas para mim não foi nada parecido com isso!

Com a ajuda e insistência da minha irmã, me inscrevi (mal sabia o que vinha por aí). Meu edital era referente ao processo para Portugal – apesar de já ter feito curso de inglês, eu não possuía nenhum teste de proficiência (IELTS ou TOEFL) exigido, e por isso não podia tentar outros países.

Eis que veio a surpresa e a total reviravolta!

Depois de uma espera angustiante, recebi um email dizendo que devido ao grande número de inscritos para o edital de Portugal seria dado a nós a oportunidade de trocar de país, sendo as opções: Austrália, Irlanda, Canadá, EUA, França, Itália ou Reino Unido.

ÓTIMO! Sonhando em fazer um mochilão pela Europa, logicamente, escolhi Reino Unido. Após fazer milhões de planos, imaginar viagens e sonhar com minha vida européia, veio o banho de água fria: por questões mal resolvidas envolvendo a CAPES e o responsável no Reino Unido nossa ida ficou impossibilitada. No fim, fomos “jogados” na Austrália.

Mas você gostou da reviravolta?

“AI MEU DEUS! O QUE EU VOU FAZER? LÁ SÓ EXISTE CANGURU! NÃO FOI ASSIM QUE EU IMAGINEI.”

E esse foi o primeiro pensamento que me ocorreu.

Descobrir que eu teria que passar 35 horas dentro de um avião, não foi lá muito animador.

Mas, depois de surtar e reclamar horrores, acabei me acostumando.

Como estudante de biologia, a Austrália é o país perfeito para mim devido à possibilidade de estudar sua biodiversidade, tanto animal quanto vegetal. O país tem inúmeras espécies exclusivas em seu território, devido seu isolamento geográfico.

Algumas espécies podem ser vistas no zoológico, como por exemplo:

Canguru

Canguru

Ornitorrinco

Ornitorrinco

Serpente Tigre

Serpente Tigre

Diabo da Tasmânia

Diabo da Tasmânia

Crocodilo de água salgada

Crocodilo de água salgada

Coala

Coala

E vários outros animais.

E aí, tudo certo, tudo pronto, e a chegada, como foi? Como é Melbourne?

MALAS PRONTAS…LÁ VOU EU!

Chegou o grande dia, com o coração apertado e já repleto de saudades, deixei minha família, meus amigos, minhas melhores lembranças, e embarquei nessa loucura. Passar um ano e meio em Melbourne…

AONDE EU ESTAVA COM A CABEÇA? QUEM FOI QUE PERMITIU ISSO?

Brincadeiras a parte, cheguei! Depois de voos exaustivos e comidas horríveis, eu estava em solo australiano.

À primeira vista, Melbourne é uma cidade linda. À segunda, fica ainda mais incrível.

Flinders Street Station

Flinders Street Station

Bourke Street

Bourke Street

St Paul's Cathedral

St Paul’s Cathedral

predios

Etihad Stadium

Etihad Stadium

Entre prédios modernos e construções antigas, Melbourne oferece tudo o que você pode querer.

A diversidade cultural é gigante, aqui você encontra árabes, gregos, italianos, franceses, vietnamitas, tailandeses, brasileiros, colombianos, chilenos, e lógico, uma quantidade inimaginável de chineses – os quais trouxeram para cá um pedaço de seu país, conhecido como ChinaTown.

O transporte público é ótimo: os trens atrasam no máximo 3 minutos! Além deles, temos os Trams (uma espécie de bondinho que te leva para todos os lugares) e os ônibus (os quais eu nunca usei). Como nada nessa vida é de graça, em especial aqui em Melbourne, é preciso comprar o MyKi para poder desfrutar dessas maravilhas.

trams

myki

E como é a comida?

Uma das dúvidas que eu tive ao vir pra cá foi: O que eu vou comer? Para minha surpresa, aqui tem de tudo! Frutas, legumes, verduras, e até feijão preto. Ou seja, continuo comendo o que eu comia no Brasil. Como a opção mais barata é, lógico, comer em casa, precisei virar uma espécie de TopChef para não morrer de fome.

Existem grandes redes de supermercado aqui, o meu preferido é o Coles, principalmente por ser perto de onde eu moro. Além disso, possui diversos produtos “homebrand” que são bons e, em geral, são 30-50% mais baratos que as marcas convencionais, e os produtos estão sempre em promoção.

Sempre que tenho tempo, opto por ir ao Queen Victoria Market para comprar carnes, verduras e legumes frescos – nada mais é do que um grande mercadão, e nas noites de quarta feira várias barracas de comida são montadas de diversos países, vale muito a pena ir.

Infelizmente, me cedi aos encantos do Hungry Jacks – um tipo de Burger King que quando você se dá conta, já está completamente apaixonada por ele.

E fica pior, existe um aplicativo “chacoalhe e ganhe”. Funciona assim, você chega a uma das lojas e faz o check-in no facebook, depois de disso você chacoalha o celular para revelar o prêmio que pode ser desde uma coke free até dois lanches pelo preço de um. Resultado: ganhei alguns quilinhos aqui.

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A Austrália não muitas tem comidas típicas, mas claro que existem alimentos que só encontraremos por aqui.

Bom, mais pra frente a Carol fala mais sobre a Austrália, dicas de passeio e nos conta também sobre como é a noite por lá.

Muito obrigada irmãzinha!!!

E vc, já foi para a Austrália? Conte-nos sua experiência.

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Jannayna Oliveira

Oieeee, eu sou Jannayna, capixaba, casada, mãe de um rapaz de 6 anos, advogada de profissão, sonhadora de vocação e viajante de coração. Não sou nada talentosa igual minhas amigas aqui não, e ainda sou mega desorganizada, kkk, aliás só sou metódica quando o assunto é VIAGENS!!! Demoro horrores até decidir meu roteiro, quero que tudo fique perfeito, tirando o máximo de proveito do lugar onde eu vou…e no fim, ufa, consigo!!! Aliás, esqueci de dizer, só falo português, arranho um inglês tão fajuto que meu filho de seis anos fala melhor do que eu, mas sou bem arrojada, corajosa e adoro uma aventura. Costumo dizer que para viajar basta o passaporte o resto a gente dá um jeito!!! Então espero ajudar a quem, como eu, adora planejar tudo sozinha, ama viajar nas viagens dos amigos….

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